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IDA

IDA

IDA / IDA

Direção: Pawel Pawlikowski (Polônia, Dinamarca, 2013).

Polônia, 1960. A jovem noviça Anna (Agata Trzebuchowska) está pronta para prestar seus votos e se tornar freira. Antes que isso aconteça, ela recebe uma missão da Madre Superiora (Halina Skoczynska): passar um tempo com sua única parente viva, a tia Wanda (Agata Kulesza). Mulher cínica e mundana, defensora do Partido Comunista, a tia revela-lhe segredos sobre o seu passado. O nome real de Anna é Ida, e sua família era judia, tendo sido capturada e morta pelos nazistas. Após essa revelação, as duas embarcam em uma viagem para descobrir o real desfecho da história da família. Trata-se de um retrato bem interessante do pós-guerra na Europa, mostrando que o trauma permaneceu por muitos anos na região, com uma ferida que parece nunca cicatrizar. A relação entre Ida e Wanda é o ponto alto da produção, com personagens complexos e belas cenas. A tia, vista pela jovem como pecadora, confronta constantemente seus próprios fantasmas, ao mesmo tempo em que tenta passar um pouco de sua experiência para a sobrinha. É bem interessante quando ela confronta a ideia de sacrifício feito pelas freiras que fazem seus votos. Como chamar de sacrifício se elas não conhecem o prazer do pecado? Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2015.

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